Amigos Luiz Carlos e Tania!

No final de semana revi o cronograma do XIV SINPAC e fiquei pensativo para não dizer preocupado com os temas das oficinas programadas para o simpósio.

Quando presidente do SINPASC – gestão 2004/07-, acompanhei muitos parapsicólogos que, no intuito de aperfeiçoar suas Orientações Parapsicológicas, faziam outros cursos, especialmente de Hipnose.

Todo curso tem seus métodos, técnicas e, no caso de cursos de hipnose, tem também seus métodos terapêuticos como de resignificação de sugestão e outros.

O que percebi: Vários parapsicólogos que buscaram reforçar o Sistema Grisa com esses cursos, perderam-se pelo caminho. Porque isso aconteceu e continua acontecendo mesmo aqui em Curitiba: ao terem um nova visão de hipnoterapia, entendem que esses métodos dão resultado mais rápido ou acham que resignificar é a mesma coisa que compreender, que a sugestionabilidade também funciona bem e passam a misturar métodos. Pensam que estão somando e na verdade estão subtraindo o mais completo método de orientação que é o Sistema Grisa que, por ser tão profundo, é também complexo.

Por ser o homem um ser complexo, um bom método de orientação tende a também ser complexo.

Sendo assim, eu estou convicto de que para alguém tornar-se um bom Orientador Parapsicológico do Sistema Grisa, não o será antes de, pelo menos 2 ou até 3 anos orientando pessoas, participando mensalmente de grupos de estudos, estudando e aprofundando todo o material bibliográfico do Sistema Grisa e sem se envolver com outros cursos que, por não dominar suficientemente ainda o Método Grisa, vão mais atrapalhar do que ajudar. Após esse domínio profundo do Método Grisa, outros cursos poderão ajudar, à medida que enriquece o que já está sólido e consegues-se discernir bem um método do outro.

Outro aspecto que, as vezes fico me questionando, por que nós professores ainda não conseguimos ser convincentes o bastante para tirar da cabeça dos estudantes que hipnose não é solução alguma, é apenas uma técnica.

Como os cursos de Hipnose oferecidos não são só de técnicas de hipnose, são de hipnoterapia, acho que seduzem os parapsicólogos e daí o perigo.

Essa é a minha percepção a partir dos 15 anos de parapsicólogo e que precisava colocar para vocês no intuito de contribuir.

A Hipnoterapia Condicionativa, por exemplo, se contrapõe ao Sistema Grisa por ser um método calcado na sugestionabilidade.

Para mim as oficinas, que é um brilhante ideia, acho que contribuiria muito mais se fossem, por exemplo, oficina sobre análise de tabelas familiares, sobre compreensão, e mesmo análise de casos clínicos, etc.

Perdoem-me, não quero atrapalhar apenas contribuir como já disse.

Estamos juntos, até breve.

Vilson Rafael Stolf

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