Eu Mesmo

Outrora uma angústia indefinida,

torturava-me a cada passo.

Agora uma saudade com pétalas de rosa e

                estrelas, caminha comigo.

Um caminho longo demais para meus passos levar-me

                a paragens inebriantes de perspectivas.

Uma estrada à medida de minhas forças leva-me

                a um encontro singelo e acolhedor.

 

praça_(1)Lá, meu coração ambicioso buscava as glórias

               de um mistério embasbacante.

Aqui, meu coração aprende a ser pequeno

               para caber nas dimensões de outro tórax. 

Partira pela senda heróica, cercado de aplausos e aclamações,

              buscando saciar-me em minha audácia.

Volto – entre gemidos, indiferentes e conformismos –

              para a picada despercebida que

              também atravessa o bosque.

 

Anos a fio – intrépido – palmilhei o falso caminho,

              pensando que fora o meu – aprovado por todos

E hoje – descoberta a verdade – deixo mudos

              aqueles lábios e imóveis aquelas mãos,

              e vou, passo a passo, pela senda do meu destino.

 

Por aquelas paragens a angústia amarga e corrosiva

              era o quinhão de minha jornada.

Pela Paisagem que hora transito há

              espinhos florindo em rosas e

              lágrimas caindo em colares de pérolas.

 

– Adeus, caminhos percorridos:

De vós carrego saudades. Deixastes rastros

              indeléveis em minhas alamedas interiores.

– Bem-vindos sejais novos rumos:

de vós nada mais espero que

a segurança do solo para meus pés,

que sejais trilhas do meu futuro.

Irani, dezembro, 1967.

Esse poema reflete contrastes do meu caminho. É no jogo dos contrastes e nas comparações conseqüentes que surge o verdadeiro aprendizado da sabedoria. Sabedoria que é a soma das verdades eternas e imutáveis, que integram as leis e princípios que regem o universo, o qual se faz cosmos; Leis e princípios que desabrocham no mundo das aparências feito de estrelas, flores, brincadeiras saltitantes e sorrisos. Olhando para trás de Novembro de 2009 a dezembro de 1967, vejo a rota percorrida: quantos encontros e quantas partidas; Quantos sorrisos e quantos tremores; quantos sonhos que se fizeram construções e realizações… Eu soube acomodar o meu coração em outro tórax, desse encontro com Adelaide Therezinha, fazem-se presentes em nossas vidas, César Antonio, Rosângela e nossos netos, Pedro César e Gustavo Robert. Minha amada e eu também nos demos as mãos e entrelaçamos os braços e iniciamos a corrente da família maior do SISTEMA GRISA…

(Florianópolis, Novembro de 2009)

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